Exposição 'Do Mar ao Aquário - A Biologia do Bacalhau'
No dia 23 de maio, pelas 17H00, foi inaugurada a exposição temporária "Do Mar ao Aquário - A Biologia do Bacalhau", no Museu Marítimo de Ílhavo, no âmbito do Dia Internacional dos Museus.
Esta exposição convida-o a descobrir o fascinante universo da espécie Gadus morhua, explorando a sua fisiologia, o desenvolvimento embrionário, os habitats onde vive e os desafios que enfrenta num oceano em constante mudança.
Através de investigação científica, campanhas oceanográficas e recolha de dados biométricos, esta exposição revela como o conhecimento é essencial para compreender, preservar e garantir a sustentabilidade desta espécie.
No Aquário do Museu Marítimo de Ílhavo está representada a espécie Gadus morhua, ou Bacalhau-do-Atlântico, proveniente do Norte da Europa, caracterizado pela sua forma robusta, alongada e fusiforme ideal para facilitar a sua movimentação. A coloração da pele tem várias tonalidades mais calaras e mais escuras de castanho, e a cabeça ocupa cerca de ¼ do comprimento total do bacalhau. Pode viver até aos vinte e cinco anos, atingir dois metros de comprimento e pesar até noventa quilogramas.
Inicialmente, os bacalhaus eram pescados pelos Portugueses nos Bancos da Terra Nova e Gronelândia, mas atualmente são capturados sobretudo no Norte da Europa - Islândia e Noruega, e podemos encontrá-lo em águas mais profundas junto a encostas e saliências rochosas até uma profundidade de 600 metros ou mesmo junto à costa. Formam grandes cardumes, como forma de se protegerem contra os grandes predadores, como as focas. Desenvolvem uma dieta diversificada e carnívora com variantes ao longo do crescimento: enquanto juvenis preferem zooplâncton, bivalves e crustáceos e na idade adulta consomem, preferencialmente, capelim, arenque, pescada, tamboril e até mesmo bacalhaus mais pequenos. A desova ocorre, normalmente, entre o Inverno e início da Primavera, onde a fêmea pode libertar milhões de ovos. Após a fecundação o desenvolvimento larvar dura entre uma a duas semanas até a larva eclodir e sair do ovo.
Apesar de ter sido considerada pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), em 1996, como espécie vulnerável verificou-se, ao longo das últimas décadas, que a população selvagem do Bacalhau-do-Atlântico, tem vindo a sofrer algumas flutuações positivas considerando-se que atualmente o estado de vulnerabilidade tem diminuído, isto porque houve uma gestão das cotas pesqueiras rigorosa, por parte das autoridades competentes, para a recuperação dos stocks naturais.
O bacalhau é parte integrante da cultura portuguesa, há mais de cinco séculos, constituindo-se como um dos símbolos de identidade nacional.
Esta exposição estará patente no Museu Marítimo de Ílhavo, até dia 31 de dezembro de 2026.
Museu Marítimo de Ílhavo
Avenida Dr. Rocha Madaíl
3830-193 Ílhavo
GPS: 40°36'15.8"N 8°39'57.6"W
Google Maps: 40.604386, -8.665973
10h00 - 13h00 (última entrada 12h15)
14h00 - 18h00 (última entrada 17h15)
Gratuito
