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Câmara Municipal de Ílhavo alerta para a proibição da alimentação de animais na via pública

Câmara Municipal de Ílhavo alerta para a proibição da alimentação de animais na via pública
25 Janeiro 2017

A presença de patos e gansos no Lago do Mercado de Ílhavo é um símbolo de atratividade e um elemento qualificador do seu ambiente envolvente. No entanto, o seu crescimento descontrolado está a transformar-se numa praga urbana com contornos preocupantes para a saúde pública e para o ambiente.


O fornecimento diário de alimentos, que não os da dieta tradicional, conduz a uma reprodução descontrolada e permite a convivência de animais saudáveis com animais doentes, levando ao enfraquecimento da espécie e à eventual propagação de doenças.


Por outro lado, uma alimentação correta na dose certa permite que os bandos se adaptem melhor às fontes de alimento existentes e contribui para a saúde dos animais e para o controlo da sua reprodução.

 

Neste sentido, a Câmara Municipal de Ílhavo informa que proliferação de patos e gansos no tecido urbano da cidade traduz-se em riscos para a saúde pública, através da transmissão dos agentes patogénicos existentes nas fezes e penas destes animais os quais podem causar problemas alérgicos, quer a nível respiratório, quer outros. Doenças como a Salmonelose, a Criptococose, a Ornitose, a Toxoplasmose são, igualmente, transmissíveis aos grupos mais vulneráveis da população: crianças, idosos e pessoas com sistemas imunitários enfraquecidos.


A alimentação de animais na via pública é proibida pelo Regulamento do Serviço de Gestão de Resíduos Urbanos e Limpeza Urbana do Município de Ílhavo - alínea f) do seu artigo 35º.

 

A violação desta medida é o principal fator que conduz à proliferação descontrolada dos patos e gansos no Lago do Mercado de Ílhavo, assim como dos pombos no denominado “Largo do Bispo” e constitui uma contraordenação punível com coima variável entre 150,00 a 2.700,00 euros nos termos do definido na alínea b) do n.º 6 do artigo 65.º do mesmo Regulamento.

 

A Câmara Municipal de Ílhavo fornecerá às aves do lago (patos e gansos) uma dose diária de milho, acrescentando-lhe, um contracetivo oral que reduz o número de posturas de ovos, sem qualquer efeito sobre as aves. No entanto se as aves já estiverem alimentadas e sem fome, estas medidas de controlo não serão bem-sucedidas.

 

PROBLEMAS:

  • Elevado custo de limpeza de espaços públicos;
  • Risco de saúde pública devido à transmissão de doenças infeciosas;
  • Restos de ninhos e excrementos entopem sarjetas e algerozes, danificam edifícios antigos;
  • As fezes nos passeios, quando molhadas, tornam-se perigosas para peões e quando secas provocam alergias;
  • O custo de limpeza das fezes dos animais em edifícios e estátuas é muito oneroso e para além do seu mau aspeto, o ácido corrói os materiais.

 

Consulte o regulamento aqui.

Parecer veterinário 

Não alimente as aves do Lago.

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