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Multiplex, de Rui Horta

15 Mar
Adicionar a calendário 2014-03-15 00:00:00 2014-03-15 00:00:00 Europe/Lisbon Multiplex, de Rui Horta Dança. Entrada € 5,50, » grupos + 10 pessoas, sénior +65 anos, jovem até 17 anos e cartão jovem municipal (20%). PACK - Pele + Multiplex € 8,00 Centro Cultural de Ílhavo
Multiplex 1 770 9999 1 1024 2500

Dança.

Entrada € 5,50, » grupos + 10 pessoas, sénior +65 anos, jovem até 17 anos e cartão jovem municipal (20%). PACK - Pele + Multiplex € 8,00

Multiplex é uma reflexão sobre a complexidade e a perda. É sobre construções, vitórias, derrotas, pertença, e tudo aquilo que nos faz ser o que somos: a necessidade de estarmos onde estamos. É também sobre a perda de tudo isso. Sobre a memória do branco e a enevitabilidade do negro. Asombra.
Que palavras melhores do que as de Yourcenar, nas suas Memórias de Adriano, para nos falar desta mesma complexidade e da qual apenas ficam os fragmentos? Da obcessão pela perfeição mas também do peso da obra por construír e a responsabilidade do legado. Adriano confronta-nos a cada instante com esta dualidade: mesmo se o homem é livre, já a obra construída está para além desta liberdade. Aperda co- habita com a construção, o ajuste de
contas final é implacável.
É a complexidade do mundo interior de Adriano que me interessa. O mesmo mundo que fascinou Yourcenar, ela que nos lembrava que refazia por dentro o que os arqueólogos do sec XIX haviam feito de fora, ou ainda, que a melhor maneira de recriar o pensamento de um homem era reconstituir a sua biblioteca. Trabalhar sobre o tempo, sobre a memória... Como se os odores de Ítaca, das amendoeiras e das figueiras, estivessem sempre presentes. Como se todo um Sul permanentemente adiado, iluminasse uma vida de combates e negociações, longos invernos na lama fria do Norte ou intermináveis campanhas nos desertos da Asia Menor. Mas sempre como pano de fundo as colinas de Atenas.
Multiplex desenrola-se nesta complexa teia entre o preto e o branco, nesta inevitabilidade do negativo que espreita os momentos mais brilhantes das nossas existências: a necessidade de estarmos onde estamos.

Horário:

22h00

Local:
Centro Cultural de Ílhavo