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C.M. Ílhavo - Voltar ao início
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Solares

Palácio de Alqueidão e Capela

Av. General Elmano Rocha

Alqueidão

3830-198 Ílhavo

Tel.: 234 321 103

Fax: 234 321 087

E-mail: biblioteca_municipal@cm-ilhavo.pt

GPS: 40º36’19.630” | -8º 40’16.381”

 
Moradia de alguns dos mais influentes políticos regionais dos séculos XVII e XVIII e também de Dona Maria Benedita de Souza Queiroz Pizarro, querida e venerada Baronesa de Almeidinha, o Palácio de Alqueidão é um dos principais pontos de atração da cidade de Ílhavo.
Em 2001, a Câmara Municipal de Ílhavo recuperou este importante monumento, transformando-o na atual Biblioteca Municipal.
O antigo Solar Visconde de Almeida, pela sua escala e qualidade arquitetónica e também pela anterior utilização pública da Capela constitui um forte marco urbano na memória coletiva tradicional de Ílhavo, justificando plenamente a sua reabilitação para novos usos públicos.
O Solar de Alqueidão também conhecido por solar dos Ribeiros, Solar de N.ª Sr.ª das Neves ou Palácio dos Rebochos, foi mandado construir em finais do século XVII, por Domingos André Ribeiro e sua esposa D. Maria Rita Sousa Pissaro, altura em que se deve ter concluído a Capela do Palácio. Mais tarde foi ainda construído a poente da capela, um edifício encimado por uma bela balaustrada e coberto a azulejo que servia de cocheira onde eram guardados os carros de cavalos dos nobres senhores residentes no palácio.
O Palácio, edifício de dois andares, sendo o superior enriquecido com seis sacadas de lintel e cornija, e no primeiro a existência de um hall de entrada portador de belos painéis de azulejaria de cariz romântico, serviu de habitação a algumas das famílias mais influentes desta região pelos séculos de XVII a XIX.
Destacamos João de Sousa Ribeiro e Silveira, capitão mor de Ílhavo, que à sua conta mandou abrir uma barra na Vagueira, ligando a laguna ao oceano fazendo sair a água que inundava os campos ribeirinhos. Um outro morador foi o capitão João de Sousa Pissaro, liberal que acabaria por morrer no combate da Cruz de Morouços em 1828. Foi ainda habitante deste palácio a Senhora Baronesa de Almeidinha, nobre senhora amada por muitas gerações de ilhavenses pela sua abnegação e generosidade.

Nascida a 21 de Outubro de 1794 e segundo o ilustre historiador ilhavense Dinis Gomes na sua obra “Costumes e Gentes de Ílhavo”, “A Senhora D. Maria Benedita de Sousa Queiroz Bizarro, baronesa de Almeidinha, fidalga de porte senhorio e distinto (era) possuidora de uma bondade extrema assinalada por valiosos e constantes actos de caridade e benemerência que lhe haviam granjeado a maior estima e veneração de gente humilde e pobre que lhe rodeava o solar.

A assinalada bondade daquela senhora mais se acentuou quando em certa época uma grave doença infecciosa se propagou em Alqueidão, diariamente, a senhora baronesa percorria tubúrios mais afectados pelo terrível mal, distribuindo carinhos, agasalhos, remédios e alimentos, desprezando, com santa abnegação, o grave perigo que corria."

 

 

Solar dos Maias

Rua de Alqueidão

3830-148 Ílhavo

GPS: 40º36’10.3428’’ | -8º40’8.2956’’

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Possuindo no alto da sua frontaria um brasão em escudo oval, com os símbolos das nobres famílias Maia, Castro e Pereira, o Solar dos Maias destaca-se da paisagem urbana de Ílhavo desde os finais do século XVIII.

Localizado na Rua de Alqueidão, este Paço brasonado ainda conserva as suas linhas curvas setecentistas, com bonitas sacadas, uma escadaria lateral e imponentes portões de ferro.

 

 

Quinta do Paço da Ermida

Rua do Paço

3830 - 168 Ílhavo

GPS: 40º34’44.7528 | -8º40’28.4262

 

Datando do século XVIII, a Quinta do Paço da Ermida é constituída pelos jardins, dependências e por uma casa apalaçada. 
Atualmente, é propriedade da família Pinto Basto, desde há várias gerações, adquirida em 1812 por José Ferreira Pinto Basto (fundador da fábrica da Vista Alegre em 1824), que adquiriu também em 1816 em hasta pública, a capela da Vista Alegre em honra de Nossa Senhora da Penha de França, classificada como monumento nacional desde 1910.
De interesse na propriedade, que é atualmente uma residência particular, consta também uma Araucária de Norfolk (Araucaria heterophylla (Salisbury) Franco) classificada como árvore de interesse público em 1994 e que conta com cerca de 190 anos.