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C.M. Ílhavo - Voltar ao início
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Em Portugal, "a luz nunca se apaga"

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13 Junho 2019

A visão de Miguel Midões, da TSF, acerca dos faróis nacionais.

Miguel Midões, da TSF, dá-nos a conhecer a luz que nunca se apaga e também uma visão apurada acerca do "nosso" farol... Leia a notícia, na íntegra, aqui...

 

"Os faróis são museus vivos, guardam a História, e continuam a desempenhar a sua função de vigilância. Na costa portuguesa, são 53 ao todo.

 

Só em 2017 os faróis portugueses receberam mais de 100 mil visitantes. Na cabeça da lista está o Farol da Barra, que, embora seja no concelho de Ílhavo, é conhecido como o Farol de Aveiro: só este farol, entre 2014 e 2018, recebeu 55 mil visitantes.

Na era do GPS e da tecnologia, Portugal, ao contrário de alguns países da Europa, como por exemplo a França, decidiu manter ativos os faroleiros. Em França, os faróis resistem, mas são agora lugares de memória.

Na costa portuguesa, são 53 no total, mantidos a funcionar por mais de uma centena e meia de faroleiros. Com alta tecnologia, mas também com memória, os faróis mantêm-se com vida e na sua função de vigia. Alguns são já também espaços de turismo.

Em 2017, os faróis nacionais receberam a visita de 101.613 pessoas. O farol que está na praia da Barra, em Ílhavo, é conhecido como o Farol de Aveiro, e está no topo da preferência dos portugueses.

Os faróis são museus vivos. Guardam a História. Continuam a desempenhar a sua função de vigilância, garante o faroleiro chefe Silva. E abrem as portas a quem os queira visitar.

Continuamos a subir em caracol os 66 metros de altura do Farol de Aveiro. Já subimos mais de 150 degraus quando voltamos a parar.

O farol do Cabo da Roca é dos mais antigos do país, mandado construir por Marquês de Pombal em 1758.

Os faróis portugueses têm uma taxa de sucesso de quase 99%, "a luz nunca se apaga".

O orgulho sente-se na voz dos faroleiros que dão vida a esta reportagem.

Os faróis portugueses estão longe de serem encarados apenas com a sua função primária. O farol é uma infraestrutura que apoia serviços como o assinalamento marítimo, a monitorização do ambiente costeiro, mas também desempenha um serviço de cultura com a criação de centros interpretativos.

No Cabo da Roca está a avançar-se também para um turismo de habitação, que vai nascer através de um protocolo com a Parques de Sintra - Monte da Lua -, como explica o comandante Conceição Dias, da Direção de Faróis.

Nesta reportagem, fomos ao mais alto e mais visitado farol português, o de Aveiro, e ao mais ocidental de Portugal continental, o da Roca.

Atualmente existem mais de 150 faroleiros. Entre eles: cinco faroleiras - mulheres a desempenhar funções em faróis. As primeiras chegaram em 2004. Mas mulheres faroleiras há muito que existiam em Portugal. Conceição Dias, da Direção de Faróis explica na reportagem por quê."