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Gafanha da Nazaré

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Há cerca de dez séculos atrás, a Ria de Aveiro não existia ainda e, onde atualmente se encontra implantada a Gafanha da Nazaré, havia apenas Mar.
 
Com o passar do tempo, a deposição de areias dos rios da bacia hidrográfica do Vouga e a consequente formação do cordão dunar litoral, formou-se a laguna salgada conhecida por Ria de Aveiro e gradualmente, o areal deserto, que entretanto se formou e estabilizou, vai sendo ocupado, maioritariamente, pelas populações a sul de Ílhavo (Vagos e Mira), dedicados às atividades da pesca e à agricultura.
 
Numa fase posterior, passam também a fixar-se aqui populações provenientes do norte das Beiras e do Minho, dedicando-se às obras do porto, à construção do farol ou à construção naval, aos trabalhos nas secas do bacalhau, nas salinas, e, como não poderia deixar de ser, às pescas (longínqua, costeira ou lagunar).
 
Atualmente, a Gafanha da Nazaré é uma pujante cidade portuária e industrial, integrando o Município de Ílhavo, em especial no que se refere à indústria de transformação alimentar baseada nas pescas no Atlântico Norte. Aqui se encontra instalado o Porto de Aveiro, o maior da Região Centro, e toda a estrutura de suporte às pescas, desde a Lota aos armazéns de transformação do bacalhau, distribuídos pelos diversos portos de pesca (“bacalhoeiro”, de “pesca costeira” e diversos cais de apoio à atividade piscatória artesanal) e ainda uma importante infraestrutura de apoio à exportação, por via marítima, das restantes indústrias instaladas no município e na região.
 
 
Principais pontos de interesse:

 

 

CM Ílhavo
Navio Museu Santo André

 

Fez parte da frota portuguesa do bacalhau e pretende ilustrar as artes do arrasto. Este arrastão lateral (ou “clássico”) nasceu em 1948, na Holanda, por encomenda da Empresa de Pesca de Aveiro. Era um navio moderno, com 71,40 metros de comprimento e porão para vinte mil quintais de peixe (1200 toneladas).

 

 

Em agosto de 2001, o Santo André iniciou um novo ciclo da sua vida: mostrar aos presentes e vindouros como foram as pescarias do arrasto do bacalhau e honrar a memória de todos os seus tripulantes durante meio século de atividade.

 

Navio Museu Santo André

Avenida do Porto Comercial, Jardim Oudinot, 3830-565 Gafanha da Nazaré
E-mail: museuilhavo@cm-ilhavo.pt 
Tel.: (+351) 234 329 990
GPS: 40°38'29.1"N 8°43'49.0"W
Google Maps: 40.641414, -8.730265

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CM Ílhavo
Fábrica das Ideias Gafanha da Nazaré

 

Nesta cidade industrial que é a Gafanha da Nazaré, a cultura tem um papel produtivo: nesta Fábrica, entram ideias e saem projetos artísticos, exportando-se Cultura. Acolhe frequentemente residências artísticas e funciona quase como um centro cívico para onde confluem, de uma forma natural, os habitantes da cidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fábrica das Ideias Gafanha da Nazaré

Rua Prior Guerra, Gafanha da Nazaré
Tel.: (+351) 234 397 263
E-mail: 23milhas@cm-ilhavo.pt 
GPS: 40°38'10.2"N 8°42'43.5"W

Google Maps: 40.636171, -8.712092
Horário: terça-feira a sábado (15h00-20h00), dias de espetáculos (90 minutos antes do início dos mesmos). Encerra durante o mês de agosto.

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CM Ílhavo
Casa Gafanhoa, museu municipal
 
Foi construída em 1929, pertencente à família de Virgílio Ribau e Maria Merendeiro Filipe e os seus três filhos: Rafael, Ulisses e Adérito. Trata-se de um exemplar da construção-tipo de uma casa de lavoura desta região, onde se podem observar as várias divisões que a compunham: o pátio, o celeiro, o curral, o estábulo, os quartos, a sala do senhor, a sala de jantar e as cozinhas da casa e do forno.
 

A sua gestão e visitas estão atualmente a cargo do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, implicando marcação prévia das visitas.

 

 

 

Casa Gafanhoa, museu municipal

Rua de São Francisco Xavier
3830-000 Gafanha da Nazaré
Tel.: (+351) 234 364 024 (GEGN) ou (+351) 234 329 600 (CMI)
E-mail: geralcmi@cm-ilhavo.pt 
GPS: 40°38'12.7"N 8°43'00.2"W

Google Maps: 40.636873, -8.716725

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CM Ílhavo
Jardim Oudinot

 

Localizado na zona portuária, é um amplo parque público, de acesso livre e com cerca de 11ha, com uma qualidade cénica extraordinária. Deste jardim se pode apreciar uma parte significativa do Canal de Mira da Ria de Aveiro e alguns dos equipamentos que, nas suas margens, se encontram instalados: o Farol da Barra, o Porto de Pesca Costeira, a Ponte da Barra, etc... É também local de ancoragem do Navio Museu Santo André incluindo campos desportivos ao ar livre, área de piqueniques, praia fluvial, um aprazível esteiro e um ancoradouro/marina, além de amplas áreas para caminhar ou pedalar. É neste local que, anualmente, em agosto, se realiza o Festival do Bacalhau.

 

 

Avenida do Porto Comercial, 3830-565 Gafanha da Nazaré

GPS: 40°38'33.1"N 8°43'44.8"W

Google Maps: 40.642534, -8.729121

 

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CM Ílhavo
Porto Bacalhoeiro

 

"Porto Bacalhoeiro", "Cais dos Bacalhoeiros" ou até, formalmente, “Porto de Pesca do Largo”, é o terminal do Porto de Aveiro que serve os armadores de pesca do largo (ou longínqua) e as indústrias de processamento do pescado instaladas na Gafanha da Nazaré.

 

Para além das 17 pontes-cais, inclui um terminal especializado de descarga de pescado. É aqui que é descarregada a quase totalidade do peixe transportado pelos navios portugueses que operam no Atlântico Norte e o principal porto de pesca longínqua da Região Centro.

 

É também aqui que se concentram o maior número de empresas que se dedicam a esta pesca sendo, pois, o centro nevrálgico que faz com que o Município de Ílhavo seja a Capital Portuguesa do Bacalhau e que conta uma parte fundamental da história social e económica da região.

 

É atualmente o local onde se encontra atracado o Argus (ainda Polynesia 2), antigo veleiro bacalhoeiro de quatro mastros.

 

Avenida Marginal, 3830 - 552 Gafanha da Nazaré

GPS: 40°38'16.0"N 8°41'29.0"W

Google Maps: 40.637780, -8.691399

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CM Ílhavo
Forte da Barra
Classificado como Imóvel de Interesse Público

 

Esta fortaleza, que protegia a Ria de Aveiro, foi edificada no século XVII, no período pós-Restauração. Depois de 1640, a necessidade de reforçar as fronteiras do Reino tornaram-se uma prioridade na política da Coroa, pelo que uma das primeiras medidas de D. João IV foi a criação do Conselho de Guerra, que supervisionou uma reestruturação da rede de fortalezas fronteiriças.

 

Na Região de Aveiro foi edificado um forte "na ilha da Mó do Meio", na Gafanha da Nazaré (Ílhavo), que originalmente apresentava uma planimetria abaluartada, da qual subsiste uma cortina entre dois baluartes.

 

Em meados do século XIX, a fortaleza perdia importância defensiva e estratégica, sendo desativada das suas funções militares. Até aos finais do século XX ainda serviu de local de orientação para a entrada de barcos na barra da Ria de Aveiro, perdendo essa função em 1893 com a construção do Farol da Barra. Catarina Oliveira, IPPAR/2006 (adaptado)

 

Forte da Barra, 3830-565 Gafanha da Nazaré

GPS: 40°38'42.0"N 8°43'58.1"W

Google Maps: 40.645009, -8.732803spacer

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Foto Polis Ria de Aveiro 2016

Praia da Barra

 

Durante o longo processo de formação da Ria de Aveiro, a prosperidade das cidades implantadas nas suas margens (incluindo o Município de Ílhavo, onde se insere) esteve diretamente relacionada com os períodos em que a comunicação das águas entre a Ria e o Mar – a “barra”, esteve aberta.

 

Nos períodos em que os depósitos de areia impediam a saída das águas (já que não existiu uma barra permanente, artificialmente aberta, até inícios do século XIX), toda a região se ressentia: os campos, alagados de água que não escoava, impediam a agricultura, não se fazia o comércio marítimo nem a produção de sal, e a insalubridade traduzia-se numa fácil propagação de doenças e em elevada mortalidade.

 

As populações pressionavam a Coroa mas só com a subida ao trono de D. José I e o impulso reformista do Marquês de Pombal, em meados do século XVIII, se iniciaram as ações que virão a culminar, meio século depois, em 1808, na abertura artificial da Barra da Ria de Aveiro, uma obra de engenharia complexa, num contexto histórico de ausência da Corte Portuguesa no Brasil e da eminente segunda invasão francesa a Portugal.

 

É, atualmente, uma das praias mais conhecidas e procuradas da região pela qualidade das suas águas e areal dourado, pelas suas infraestruturas e equipamentos, mas também pelo seu excecional enquadramento cénico sendo galardoada com a “Bandeira Azul” desde 1989 e com a Bandeira “Praia Acessível, Praia para Todos” desde 2002.

 

Gafanha da Nazaré

GPS: 40°38'34.1"N 8°44'52.2"W

Google Maps: 40.642805, -8.747841

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Com gestão pela Autoridade Marítima Nacional, e com o nome oficial de Farol de Aveiro, é o mais alto farol de Portugal e um dos mais altos no Mundo - 62 metros de altura e 66 metros acima do nível médio das águas do mar, o que o tornam no ponto mais alto do Município de Ílhavo.

 

É, ainda hoje, um equipamento fundamental no apoio à navegação costeira, tendo a sua decisão de construção vindo prevenir naufrágios que se sucediam entre o Cabo Mondego e a Foz do Douro, "por falta de sinalização luminosa nesta parte da costa marítima". Tornou-se totalmente operacional em 1893.

 

 

Às quartas-feiras à tarde é possível visitar o seu interior, realizando-se em 3 subidas (aproximadamente de hora a hora), no período das 13h30 e as 16h30 (inverno) ou no período das 14h00 às 17h00 (verão), não sendo possível o agendamento prévio.

 

A visita ao interior implica a subida da escadaria de acesso, podendo, do alto da sua torre, observar-se uma das vistas mais compreensivas sobre os canais e a entrada da barra da Ria de Aveiro, incluíndo o porto e as suas distintas áreas, as Praias da Barra, da Costa Nova e de São Jacinto e ainda sobre a cidade da Gafanha da Nazaré.

 

Farol da Barra

Largo do Farol, 1, 3830-753 Praia da Barra, Gafanha da Nazaré

GPS: 40°38'34.1"N 8°44'52.2"W

Google Maps: 40.642805, -8.747841

 

 

(Clicando duas vezes em cada um dos marcadores vermelhos existentes no mapa encontrará os dados da entidade ou empresa que o marcador sinaliza.)