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A Colónia Agrícola e a Mata Nacional das Dunas da Gafanha

Reavive os seus contactos… com árvores, aves e peixes! Apure o seu paladar com os sofisticados sabores… dos produtos hortícolas e frutas localmente cultivados! Assuma-se como líder da sua equipa…na descoberta dos melhores cogumelos silvestres! Seja o mais reputado mentor…e ensine aos seus filhos onde se encontra, no céu, a Estrela Polar!

 

Esta é a sua oportunidade para retomar o contacto com a Natureza de forma confortável (se for essa a sua opção) e relaxante. A pé ou de bicicleta, preferencialmente, descubra a Mata Nacional, conheça a história da Colónia Agrícola ou até reavive a espiritualidade no santuário mariano de Schoenstatt.

 

 

 

A Mata Nacional das Dunas da Gafanha é uma extensa área florestal – 1.250 hectares, sendo, destes, uma parte da antiga “Colónia Agrícola”, hoje lugar de Nossa Senhora dos Campos. Ela é recortada por diversas estradas e caminhos florestais, quase sempre retos, por entre floresta (mais de 80% de pinheiro bravo) e explorações agrícolas.

 

Observação: a circulação na Mata Nacional das Dunas da Gafanha é interdita no período crítico de incêndios ou, fora dele, quando o risco de incêndio for superior a elevado. Consulte aquiaqui o risco de incêndio diário e aqui mais informações… E não se esqueça da conduta a adotar sempre que circular na floresta...

 

Atividades recomendadas:

 

(introduza no campo de pesquisa do mapa acima "parque de merendas")

 

 

Pontos de interesse cultural e religioso…

 

 
O Santuário de Schoenstatt

 

Este santuário, católico, é dedicado ao culto de Nossa Senhora, à semelhança do santuário original que se situa em Vallendar, na Alemanha e que significa “lugar bonito”. A partir do santuário original desenvolveu-se um movimento de apostolado, de espiritualidade e de educação surgindo assim uma vasta obra constituída por leigos, jovens, adultos e famílias, sacerdotes e várias comunidades de vida consagrada, inicialmente impulsionada pelo Padre José Kentenich (em 1914).

 

 

 

Centro Tabor

Rua do Santuário, 83, Colónia Agrícola

3830-358 Ílhavo

GPS: 40°37'16.59"N, 8°42'45.09"O

Email: schoenstattaveiro@gmail.com 

Tel: (+351) 234 320 290

Telm: (+351) 963 690 414

Propriedade e Administração: Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt

Capelão: P. Carlos Alberto Pereira de Sousa

 

Conheça aqui os horários do Santuário e das Eucaristias…

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A Capela de Nossa Senhora dos Campos

 

Está implantada no centro da antiga “Colónia Agrícola”. A sua construção, junto ao posto médico às escolas, estava quase concluída em 1957, celebrando-se, a partir de 22 de Fevereiro desse ano, a missa aos domingos e dias santos. Em 1959 foram adquiridas duas novas imagens - uma da Nossa Senhora dos Campos e outra de Santo Isidro. Em 1961 foi inaugurado o sacrário.

 

Padroeiro: Santo Isidro

Festa: 1º Fim de semana de junho (variável, também poderá realizar-se no último fim de semana de maio)

Lugar da N.ª Sr.ª dos Campos - Colónia Agrícola

GPS: 40º 37’.3 N, 08º42’.3 W

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A Estátua do Colono

 

Esculpida por Isaque Pinheiro, a Estátua ao Colono homenageia todos aqueles que adoptaram esta terra como sua (sobretudo Homens que vieram da Beira Alta), num processo de colonização que, não tendo tido sucesso no desenvolvimento agrícola, conseguiu dar-lhe vida e transformar essa gente de outras terras em cidadãos do Município de Ílhavo.
 
 
Lugar da N.ª Sr.ª dos Campos - Colónia Agrícola

GPS: 40º 37’.3 N, 08º42’.3 W

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Um pouco de História…

 

A Mata Nacional das Dunas da Gafanha e a Colónia Agrícola

A fixação e arborização das dunas da Gafanha, a partir de 1887, foi o primeiro passo para a florestação de toda a grande mancha de areais móveis entre os rios Vouga e Mondego, que só viria a finalizar-se já na década de 1940, nas “dunas de Cantanhede”, tendo o grande impulsionador sido o Eng. Egberto de Magalhães Mesquita.

 

A cedência das primeiras areias móveis, situadas na Gafanha (400 ha), ao Estado pela Câmara Municipal de Ílhavo, a fim de serem arborizadas, reconhecendo-se a necessidade de virem a ser submetidas ao regime florestal, foi feita a 14 de dezembro de 1887, e o auto de posse foi celebrado a 16 de dezembro de 1889. Em 1916 esta zona é ampliada, passando a abarcar as dunas ao sul dos limites que tinha durante o século XIX, e formalmente submetida ao regime florestal. Trata-se da Mata Nacional das Dunas da Gafanha.

 

Na década de 1940 toda a parte norte da mata é cedida à Junta de Colonização Interna, para instalação da “Colónia Agrícola da Gafanha”, inaugurando-se uma nova página na história desta vasta área rural e florestal .

 

A Junta de Colonização Interna debruçou-se sobre o estudo do que se designou “colonizações internas espontâneas”, como entendia ser o caso da Gafanha, que datava já do século XVII, e que atribuía à fuga de uma parte da população das cidades da região, em especial de Aveiro, para estas paragens, em fuga ao paludismo que, com frequência, a assolava. Entendia-se que as areias da Gafanha, por se encontrarem em contacto direto com a água salgada, apresentavam melhores condições de defesa contra a malária . Considerava a Junta de Colonização Interna que a Gafanha reunia boas condições para a exploração agrícola e que só não tinha maior rendibilidade porque as áreas das explorações, por diminutas, não eram suficiente garantia de subsistência dos agricultores, que se dedicavam, complementarmente, a atividades como a pesca, o comércio, o trabalho nas salinas e nas secas de bacalhau.

 

O “Plano Geral de Colonização da Gafanha”, elaborado por essa entidade, foi dividido em dois projetos, sendo que o primeiro, de 1942, criou um primeiro núcleo de colonização com 77 casais agrícolas. O segundo projeto data de 1954, tendo sido efetuadas beneficiações diversas e obras para preparar a implantação dos casais.

 

Já em 1988, o Decreto-Lei n.º 482, veio reconhecer que a mesma deixou de ser aplicada em finais da década de 1960, urgindo resolver as questões associadas aos baldios adquiridos onde não se chegou a implementar a colonização e ainda a regularização da situação da propriedade dos terrenos pelos colonos . Atualmente está a antiga Colónia Agrícola da Gafanha, atualmente local de Nossa Senhora dos Campos, sob gestão da Direção-Geral da Agricultura e do Desenvolvimento Rural. Também na área e proximidades foi instalada e sucessivamente ampliada a Zona Industrial da Mota, bem como uma ETAR e sistema de saneamento. A restante área ficou sob administração/gestão direta dos Serviços Florestais, hoje representados pela Autoridade Florestal Nacional (DRF-C), na Mata Nacional das Dunas da Gafanha.

 

 

As políticas de colonização interna do Estado Novo

A Junta de Colonização Interna foi um organismo estatal, criado em 1936, que marcou o culminar de um longo processo em que se reclamava do poder central a tarefa de equacionar os habitantes de um território em relação aos seus recursos, numa lógica de otimização de todas as suas forças e capacidades. Vivia-se, nessa altura, o regime ditatorial português de Oliveira Salazar e esta política de colonização interna, que foi aplicada um pouco por todo o país, e os seus projetos de “engenharia social” devem ser compreendidos no contexto de um Estado que se assume como condutor privilegiado, se não único, da organização social, económica e política, em suma, da vida do país. “Necessitamos hoje implantar homens e implantar árvores: dar à terra quem a fecunde. É necessário sangrá-la nuns pontos, laqueá-la em outros” disse Oliveira Martins ainda em 1887 em discurso de apresentação do seu projeto de lei de Fomento Rural, que nunca chegou a ser levado à discussão na Câmara dos Deputados. Esta era já a ideia subjacente à Junta de Colonização Interna que, em 1942, tem preparado um projeto de colonização da Mata Nacional das Dunas da Gafanha, prevendo a constituição de casais agrícolas .

 

Em 1942, a célebre Lei 2014, de 27 de maio, prevê o aproveitamento de baldios e outros terrenos para a “sua mais completa utilização e à fixação do maior número de famílias que neles possam convenientemente instalar-se”, instituindo casais agrícolas (“formado por uma casa de habitação, com dependências adequadas à exploração rural, e por terrenos de área suficiente para uma família média de cultivadores”), “unidade económica perpétua, inalienável, indivisível e impenhorável”. Previa esta lei que os casais agrícolas fossem atribuídos a trabalhadores rurais ou a pequenos agricultores “chefes de família” que “não tenham bens suficientes para as necessidades do agregado familiar e reúnam as necessárias condições de aptidão e idoneidade moral” .