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Rota arquitetónica Cidade de Ílhavo e Vista Alegre

 

A Cidade de Ílhavo descobre-se nos detalhes. A sua beleza está nos delicados e artísticos detalhes, transbordantes de carisma e de estórias, que marcam pela diversidade e imprevisibilidade! Já a Vista Alegre, lugar-cidade, contrasta pela sua organização de conjunto, pelo seu caráter bucólico e inspirador, romântico mas racionalista. Conseguirá descobrir-lhes os segredos?

 

 

 

Ficha técnica:

Início/Fim: Largo da Casa da Cultura de Ílhavo
Âmbito: Cultural (especialmente arquitetónico)
Tipo de Percurso: Por caminhos urbanos, ruelas pavimentadas e arruamentos em terra batida
Distância: 11,2 km em circuito
Duração: 2 horas
Nível de Dificuldade: Baixo
Desníveis: pouco significativos
Época aconselhada: todo o ano

 

Pontos de passagem:

 

Inaugurada a 24 de março de 2008, a atual Casa da Cultura, ex-Centro Cultural de Ílhavo, habita num edifício imponente, moderno e arrojado, um projeto assinado pelo arquiteto Ilídio Ramos, que se debruça sobre a Avenida 25 de Abril, artéria principal da cidade de Ílhavo.  Trata-se de um edifício de vidro que evoca as tradicionais barracas de praia, marcado pelo arrojo arquitetónico.

 

As tecnologias utilizadas para a construção da torre de cena, nomeadamente mecânica e comunicações de cena permitiram à equipa de projeto desenhar um modelo arquitetónico mais compacto que o habitual em equipamentos deste género. É mesmo um dos primeiros edifícios do país a possuir esta tecnologia. Nesta obra foram também utilizadas cerca de 700 toneladas de aço em estruturas metálicas. O edifício contempla também uma consola de 20 metros de vão, com o objetivo de criar um espaço de sombra para acolher espectáculos ao ar livre. 

 

Apresenta também algumas características singulares ao nível da acústica, conseguidas com o apoio da engenharia da especialidade. A sala, desenhada assimetricamente, possui uma acústica variável conforme o tipo de eventos que acolhe. o sistema “box in box” da Casa da Cultura otimiza a acústica da sala de espetáculos. Finalmente, a caixilharia exterior, em aço inox e vidro serigrafado, foi desenhada exclusivamente para este centro cultural, tendo sido desenvolvida artesanalmente e integrando uma fachada ventilada que constitui um invólucro translúcido que envolve a sala de espetáculos.

 

 

Localizado no n.º 135 da Rua Vasco da Gama, encontra-se uma bela vivenda em estilo Arte Nova, tendo sido projetada pelo desenhador-pintor aveirense José de Pinho e construída entre 1907 e 1908, que se destaca pela exuberância da fachada. Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público e nela pode observar-se um equilibrado jogo de planos com cantaria de boa execução e desenho, conjugado com as cores do azulejo, sobretudo o dos frisos em ritmado efeito floral de fino gosto, e de serralharia singela mas bem desenvolvida em temática linear e florar que corre no gradeamento.

 

A entrada é feita através de um duplo lanço de escadas, paralelo ao frontispício, protegido por uma gradaria de formas orgânicas, muito ao gosto Arte Nova. Antecede-a um alpendre suportado por colunas profusamente decoradas. Um friso de azulejos de motivos florais percorre todo o edifício junto à cornija.

 

A porta oval do piso térreo relaciona-se com a janela superior, decorada por elementos de inspiração natural e uma máscara central. A forma oval repete-se no vão de dimensões reduzidas que coroa o corpo mais alto, uma espécie de torreão, com remate em coruchéu. Sobre a referida janela, um painel de azulejo envolto por folhagem, exibe a designação da casa. Do lado oposto abre-se uma outra janela geminada.


O terreno em torno da casa é protegido por um muro, de cantaria e grades também Arte Nova, conferindo uma grande unidade ao projeto.

 

 

  • Museu Marítimo de Ílhavo

     

    • Emitido em Selo pelos CTT, Correios de Portugal em 2007
    • Prémio AICA, Associação Internacional dos Críticos de Arte / Ministério da Cultura 2003
    • Nomeado para o "Prémio Secil 2002"
    • Nomeado para o "Prémio Mies Van Der Rohe 2002" Seleccionado para o "XXI Encontro Internacional do UIA", Berlim, Alemanha, 2002

Autoria: irmãos José e Nuno Mateus (1999/2002)

O projeto tratou de uma profunda remodelação do edifício existente (datado de 1937), tendo sido reformulando a sua estrutura, espaços, instalações e imagem geral, ampliando a área bruta sensivelmente para o dobro e vocacionando o discurso arquitetónico a desenvolver-se através de uma justaposição de volumes com uma relativa autonomia entre si.

 

A água, visível a partir de todos os corpos, passou a ser o elemento de ligação da experiência deste museu. Sendo na realidade o suporte da sua temática (marítima) e necessária para o combate a incêndios, é também um potencial campo expositivo.

 

O Museu Marítimo de Ílhavo foi ampliado em 2012, pelos mesmos arquitetos, implantando-se os novos edifícios a noroeste do original, no lote da antiga Escola Preparatória, que foi convertida no CIEMAR - Centro de Investigação e Empreendedorismo do Mar e ainda num novo edifício onde se implantou o Aquário dos Bacalhaus. 

 

 

Construído na década de 30 do século XX, terá servido de habitação a João Fernandes Vieira, figura bem identificada na sociedade local e vereador por alguns anos na Câmara Municipal de Ílhavo, mas também, por longos espaços de tempo radicado na América do Sul. O edifício enquadra-se numa linguagem arquitetónica eclética de finais do Século XIX e inícios do Século XX. Trata-se pois de um edifício onde se mescla a arquitetura tipo colonial, a arquitetura popular portuguesa, tipo portuguesa suave, e alguns referentes decorativos de Arte Nova.

 

Pela nobreza do edifício, pela referência a uma arquitetura tradicional, e pela sua localização central na Cidade de Ílhavo, a Câmara Municipal de Ílhavo procedeu à aquisição e recuperação da Vila Vieira, inaugurando em julho de 2005 este espaço como sede da Junta de Freguesia de S. Salvador.

 

 

Possuindo no alto da sua frontaria um brasão em escudo oval, com os símbolos das nobres famílias Maia, Castro e Pereira, o Solar dos Maias destaca-se da paisagem urbana de Ílhavo desde os finais do século XVIII. Localizado na Rua de Alqueidão, este Paço brasonado ainda conserva as suas linhas curvas setecentistas, com bonitas sacadas, uma escadaria lateral e imponentes portões de ferro.

 

 

Moradia de alguns dos mais influentes políticos regionais dos séculos XVII e XVIII e também de Dona Maria Benedita de Souza Queiroz Pizarro, querida e venerada Baronesa de Almeidinha, o Palácio de Alqueidão, Biblioteca Municipal de Ílhavo desde 2001, alia o interesse arquitetónico ao interesse histórico.

 

O antigo Solar Visconde de Almeida, pela sua escala e qualidade arquitetónica e também pela anterior utilização pública da Capela constitui um forte marco urbano na memória coletiva tradicional de Ílhavo, justificando plenamente a sua reabilitação para novos usos públicos. É também conhecido por Solar dos Ribeiros, Solar de N.ª Sr.ª das Neves ou Palácio dos Rebochos, e foi mandado construir em finais do século XVII, por Domingos André Ribeiro e sua esposa D. Maria Rita Sousa Pissaro. 

Dos moradores destacam-se João de Sousa Ribeiro e Silveira, capitão mor de Ílhavo, que à sua conta mandou abrir uma barra na Vagueira, ligando a laguna ao oceano fazendo sair a água que inundava os campos ribeirinhos. Um outro morador foi o capitão João de Sousa Pissaro, liberal que acabaria por morrer no combate da Cruz de Morouços em 1828. Foi ainda habitante deste palácio a Senhora Baronesa de Almeidinha, nobre senhora amada por muitas gerações de ilhavenses pela sua abnegação e generosidade.

 

 

Abraçando a riqueza dos recursos da Ria, instalou-se na margem nascente do Canal do Boco um típico Bairro de Pescadores, caracterizado pela presença de desenhos de temas marítimos no topo das suas casas.

 

 

Consagrada a São Salvador, a atual igreja data dos finais do Séc. XVIII. A primeira pedra foi lançada a 3 de Outubro de 1774, tendo sido benzida e inaugurada em 1785. Foi considerada, na altura, a melhor do bispado de Aveiro. As suas obras foram patrocinadas quase totalmente pelo povo, exceptuando a capela-mor, que foi custeada pelo prior. Beneficiou de várias obras de restauro, ao longo dos últimos dois séculos, tendo a última acontecido no ano de 2002. 

 

 

  • Rua Arcebispo Pereira Bilhano

Esta rua integra o centro histórico de Ílhavo e inclui muitos e diversos edifícios bem característicos da cidade, pelo seu revestimento a azulejo, pelos trabalhos em ferro forjado e outros pormenores exuberantes que recomedamos venha descobrir. Interessante são também diversos espaços comerciais, tradicionais, cujo interior é bem representativo da época da sua construção.

 

Uma das mais interessantes características da cidade é a sua estrutura de becos, polos de vivência comunitária.

 

 

  • Vilas Papoila

Na Rua de Camões existem duas casas revestidas a azulejo que vale a pena conhecer pelos seus elementos bem característicos do estilo Arte Nova.

 

 

A “Fábrica da Vista Alegre” possibilitou o aparecimento deste bairro, o primeiro bairro industrial português, quase uma mini cidade destinada a ser habitada pelos trabalhadores da fábrica (vindos de todo o país e do estrangeiro) e das suas famílias. 

O seu projeto e implementação bebeu dos conceitos europeus da cidades industriais e utópicas em inícios do século XIX (fortemente influenciados pelos modelos ideológicos decorrentes das revoluções Industrial e Francesa, pensados de modo a corresponder a novos ideais de organização social, de gestão e de organização de trabalho e por empreendedores cultos, viajados, herdeiros do racionalismo iluminista e de conceitos economicistas que se misturam com a atitude romântica que caracteriza essa época) mas também da procura da ideia da “casa portuguesa”, que surgiu nos anos 20 do século passado, em Portugal, com o Estado Novo e o seu novo quadro de valores - exaltação da família e dos bons costumes, resultando na construção de casas com motivos tipicamente nacionais.

 

 

  • Avenida Mário Sacramento

Mais conhecida por Avenida dos Capitães, porque seria onde se localizavam as mais luxuosas habitações, integra alguns edifícios de habitação emblemáticos pelo seu arrojo estético e construtivo.

 

Ficha técnica (variante curta, excluíndo Vista Alegre):

Início/Fim: Largo do Centro Cultural de Ílhavo
Âmbito: Cultural (especialmente arquitetónico)
Tipo de Percurso: Por caminhos urbanos, ruelas pavimentadas e arruamentos em terra batida
Distância: 5,5 km em circuito
Duração: 1h30m
Nível de Dificuldade: Baixo
Desníveis: pouco significativos
Época aconselhada: todo o ano