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Roteiro Arquitetónico Grandes Equipamentos

Referindo-se a Arquitetura Contemporânea ao pluralismo de movimentos, técnicas e tendências referentes à projeção e consequente edificação, surgido em finais da década de 80 do século XX e utilizados até aos nossos dias, valorizando o quotidiano e o experimentalismo, o Município de Ílhavo é um território prolífico e de elevada qualidade e diversidade de equipamentos, em especial os vocacionados para o acolhimento de manisfestações culturais. Tem dúvidas? Venha visitar-nos...

 

Cais Criativo Costa Nova4-min

Pormenor do Cais Criativo Costa Nova

 

Museu Marítimo de Ílhavo

  • Emitido em Selo pelos CTT, Correios de Portugal em 2007
  • Prémio AICA, Associação Internacional dos Críticos de Arte / Ministério da Cultura 2003
  • Nomeado para o "Prémio Secil 2002"
  • Nomeado para o "Prémio Mies Van Der Rohe 2002" Seleccionado para o "XXI Encontro Internacional do UIA", Berlim, Alemanha, 2002
  • Distinguido com o prémio CONSTRUIR, instituído pelo jornal com o mesmo nome, para melhor Projeto Público 2013, na categoria de Arquitetura.
  • ArchDaily Editors Select 20 (More) Amazing 21st Century Museums” em 2015
  • ARQ. 3 | CASA REPORT - Museu Marítimo de Ílhavo

 

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A remodelação e ampliação do MMI, em outubro de 2001, pelo gabinete de arquitetura ARX Portugal, da dupla de irmãos arquitetos Nuno e José Mateus, apelou a uma ampla revisão do seu discurso expositivo. Passando a residir num templo moderno de arte pública, o MMI colheu na arquitetura um vigoroso impulso à audácia do seu projeto expositivo. Se importa reconhecer que o diálogo entre a arquitetura e o discurso das exposições permanentes – compostas, em boa parte, por artefactos que pedem técnicas de exposição menos convencionais e mais dinâmicas do que a pintura e o traje, por exemplo – nunca esteve isento de imperfeições, não custa admitir que a amplitude dos espaços, a geometria e os raios de luz que invadem as salas e corredores deram ao nosso Museu um traço de apreciável modernidade e de vincado experimentalismo.

O conjunto de condicionantes de projeto vocacionou o discurso arquitetónico a desenvolver-se através de uma justaposição de volumes com uma relativa autonomia entre si. O reaproveitamento parcial do existente e sua correção construtiva e funcional, aproveitando pouco mais do que a estrutura, constituiu um primeiro elemento de projeto. A este adossou-se um corpo estreito ao longo de todo o existente, articulando novo e velho, que acomodou não apenas as acessibilidades como também todas as infraestruturas técnicas do edifício.

Já a ampliação e requalificação referente ao ano de 2013, realizada pelos mesmos arquitetos, destinou-se a acolher o novo Aquário de Bacalhaus e corresponde a uma linguagem estética que sugere dinâmica e encantamento. Projetado em espiral descendente, o Aquário dos Bacalhaus do MMI distingue-se de outros aquários por ser aberto e pela possibilidade de ser avistado em percurso circular, numa crescente proximidade visual com os animais. Os bacalhaus avistam-se, primeiro, a partir de um patamar superior; de seguida, o Aquário é percorrido de forma centrífuga até ao auditório, onde se situa a janela mais ampla para contemplação dos animais.


 

Biblioteca Municipal de Ílhavo (antigo Palácio de Alqueidão e Capela de Nossa Senhora das Neves)

  • Nomeada para o “Prémio a la Obra de Arquitectura” da “V Bienal Iberoamericana de Arquitectura e Urbanismo", em Montevideo (Uruguai, 2006)
  • Selecionada para integrar a exposição "Habitar Portugal 2003-2005", no CCB (Lisboa, 2006)
  • Distinguida com o “International Architecture Awards“, do The Chicago Athenaeum (EUA, 2006)
  • Inclusão no Guia "Portugal Contemporâneo" do Turismo de Portugal I.P.
  • ARQ. 3 | CASAREPORT - Biblioteca Municipal de Ílhavo

 

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A sua reabilitação, projeto realizado pela ARX Portugal, tratou, no fundo, de compatibilizar harmoniosamente o novo edifício da Biblioteca Municipal de Ílhavo com o antigo solar/palácio. A capela (Nossa Senhora das Neves) foi restaurada na sua essência espacial preservando os seus elementos mais importantes, incluindo o mobiliário contemporâneo especificamente concebido para o espaço, tal como o novo retábulo de Pedro Calapez “Neve de Espinhos”, que repõe a tipologia e sentido de policromia original.

A Biblioteca Municipal de Ílhavo está instalada no que resta do Solar Visconde de Almeida (também conhecido como Palácio de Alqueidão, Solar dos Ribeiros, Solar de N.ª Sr.ª das Neves ou Palácio dos Rebochos), edifício nobre datado do século XVII, mandado construir por Domingos André Ribeiro e sua esposa D. Maria Rita Sousa Pissaro, e posteriormente alterado. Antes da reabilitação realizada em 2001, do edifício original subsistia apenas a fachada principal (sudeste) e a Capela, ambas em ruína, e da antiga cocheira, que rematava o conjunto a sudoeste, já nada restava. O que existia ainda do edifício original eram elementos de arquitetura qualificada, nas proporções do desenho e elegância do trabalho de cantaria.

Moradia de alguns dos mais influentes políticos regionais dos séculos XVII e XVIII e também de Dona Maria Benedita de Souza Queiroz Pizarro, querida e venerada Baronesa de Almeidinha, o Solar de Alqueidão, alia o interesse arquitetónico ao interesse histórico. Dos moradores destacam-se também João de Sousa Ribeiro e Silveira, Capitão-mor de Ílhavo, que, a suas expensas, abriu uma barra na Vagueira, ligando a laguna ao oceano e assim escoando para o mar a água que inundava os campos ribeirinhos. Um outro morador foi o capitão João de Sousa Pissaro, liberal que acabaria por morrer no combate da Cruz de Morouços em 1828.


 

Cais Criativo Costa Nova

 

Cais Criativo Costa Nova

 

Inaugurado apenas em janeiro de 2016, localiza-se na frente marítima da Costa Nova, sobre as dunas, e ligado a esta praia por passadiços de madeira, sendo também todo ele construído em madeira (o exterior - “tosco” e lembrando um navio invertido, contrastando com o interior - “suave”, branco e leve).

É uma peça arquitetónica de exceção, projetada pelos conceituados arquitetos Nuno e José Mateus, do gabinete ARX Portugal, com vista sobre as dunas e a igreja da Costa Nova, com acesso livre ao topo do edifício pelos transeuntes…


 

Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel

 

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É do ano de 2015 o Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel, integrado no Bairro Operário Vista Alegre (iniciado em 1824), da dupla de arquitetos do Grupo VIsabeira (Nembo Oficina) Tiago Peixoto Araújo e Paula Fonseca Nunes. A unidade cinco estrelas oferece duas áreas distintas – o hotel e o Palácio, totalizando 82 quartos e representando um investimento do Grupo Visabeira de 13,3 milhões de euros. Em processo de requalificação encontram-se as antigas moradias do bairro da Vista Alegre, espaço contíguo ao hotel, que, brevemente, passarão a integrar a unidade hoteleira.

O Palácio, um edifício secular cujo início de construção remonta aos finais do século XVII, mantém o traçado original, com tetos e rebocos em gesso e retratos e paisagens nas paredes. Este edifício centenário que foi objeto de um cuidado restauro e adaptação, conta com dez quartos absolutamente singulares, incluindo quatro suites. Destacam-se a Suite da Capela, que dá acesso ao varandim da Capela Mor, e a Suite do Postigo, que se desenvolve em três níveis, e permite o contato visual com o Altar da Capela de Nossa Senhora da Penha de França. As pinturas murais do Palácio, datadas de 1947 (na Sala Fundador) e de 1964 (no Varandim dos Pintores) estão assinadas por Palmiro Peixe, António Joaquim Ferreira e Domingos Constâncio (artistas da Vista Alegre) e foram restauradas, durante meses, por uma equipa especializada. O Varandim dos Pintores e a Sala do Fundador são os espaços mais emblemáticos. A ligação entre o Palácio e o edifício contemporâneo, propósito subjacente a todo o projecto, faz-se através de uma escada metálica em espiral que associa os dois espaços.

Com uma visão privilegiada sobre o Rio Boco, braço da Ria de Aveiro, o novo edifício inclui 72 quartos, dos quais três suites, com todas as comodidades de uma unidade de luxo. A decoração minimalista e requintada, com recurso a mobiliário nacional desenhado, maioritariamente, em exclusivo para o Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel, é enriquecida com a instalação de peças e de desenhos murais, realizados pelos pintores da Vista Alegre, e valorizada pela abundante iluminação natural.

Cada um dos três pisos do hotel celebra uma parte do processo de produção da porcelana da Vista Alegre, desde a modelagem, passando pelas peças em branco e finalmente pelas peças decoradas manualmente.


 

Casa Cultura Ílhavo

 

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Inaugurada a 24 de março de 2008, a atual Casa Cultura, ex-Centro Cultural de Ílhavo, habita num edifício imponente, moderno e arrojado, um projeto assinado pelo arquiteto Ilídio Ramos, que se debruça sobre a Avenida 25 de Abril, artéria principal da cidade de Ílhavo. Trata-se de um edifício de vidro que evoca as tradicionais barracas de praia, marcado pelo arrojo arquitetónico.

As tecnologias utilizadas para a construção da torre de cena, nomeadamente mecânica e comunicações de cena permitiram à equipa de projeto desenhar um modelo arquitetónico mais compacto que o habitual em equipamentos deste género. É mesmo um dos primeiros edifícios do país a possuir esta tecnologia. Nesta obra foram também utilizadas cerca de 700 toneladas de aço em estruturas metálicas. O edifício contempla também uma consola de 20 metros de vão, com o objetivo de criar um espaço de sombra para acolher espetáculos ao ar livre.

Apresenta também algumas características singulares ao nível da acústica, conseguidas com o apoio da engenharia da especialidade. A sala, desenhada assimetricamente, possui uma acústica variável conforme o tipo de eventos que acolhe. o sistema “box in box” da Casa Cultura otimiza a acústica da sala de espetáculos. Finalmente, a caixilharia exterior, em aço inox e vidro serigrafado, foi desenhada exclusivamente para este espaço, tendo sido desenvolvida artesanalmente e integrando uma fachada ventilada que constitui um invólucro translúcido que envolve a sala de espetáculos.


 

Instalações sanitárias do cemitério de Ílhavo

Fotos Nelson Garrido na Dezeen

(fotografias Nelson Garrido)

 

Seriam apenas instalações sanitárias num cemitério municipal mas o projeto, da M2Senos, acabou por ganhar visibilidade nas publicações internacionais de lifestyle e arquitetura. Os dois irmãos arquitetos autores do mesmo - Sofia e Ricardo Senos), projetaram um edifício simples, que visava reduzir o edificado anteriormente existente, "violento e impositivo", criando apenas uma abstração: sem portas, sem janelas, sem telheiros nem alpendres, sem tecnologia ( com ventilação natural e sem eletrificação - a luz entra através de clabaróias no topo).