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Casa Gafanhoa – Museu Municipal


Casa Gafanhoa - Museu Municipal
 
Da iniciativa do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, foi desenvolvido, um trabalho de inventariação das casas sobreviventes à renovação imobiliária, do mobiliário e dos utensílios domésticos. Das intenções e da recolha foi um passo até à escolha da Casa Gafanhoa. O termo utilizado reflecte uma vontade enorme de escolha de uma casa que melhor retratasse a maneira de viver dos habitantes da Gafanha durante o século XX, que agora termina.
Em 1991, aquando da visita do então Primeiro-Ministro português Aníbal Cavaco Silva, apresentou-se um primeiro projecto para a preservação da casa de Vergílio Ribau, a escolha consensual sobre o imóvel a preservar. Em 1994, nos trabalhos preparatórios do Plano Director Municipal, a Autarquia foi alertada para a necessidade de uma Casa-Museu no local escolhido – junto à Igreja paroquial da freguesia.
É durante o 1.º semestre do ano de 1998 que se chega a acordo para a compra do imóvel e terreno anexo, bem como se procede ao concurso público para a recuperação total e factual da casa.
Em 11 de Novembro do ano 2000, após 2 anos de obras de recuperação da casa e do recheio, foi possível inaugurar a Casa Gafanhoa – Museu Municipal.

A Casa Gafanhoa – Museu Municipal
Situada no centro da Cidade, na Rua São Francisco Xavier, a casa foi construída em 1929 e sempre foi pertença da família de Vergílio Ribau e de Maria Merendeiro Filipe.
Trata-se de uma vivenda de lavrador rico, que embora tenha sido proprietário e gerente de uma empresa de bacalhau, nunca deixou de extrair da terra os bens essenciais para o dia-a-dia.
Os traços típicos da casa são muito simples, com uma porta e duas janelas, com um acesso lateral através de um largo portão que abre para o pátio interior e a cozinha. As divisões da casa são de pequena dimensão mas com particularidades bastante importantes. A casa tem 4 quartos, 1 dos quais de hóspedes ou para quem estava doente. Era sempre o quarto da frente, o maior e melhor, que assumia esta função, anexo à Sala do Senhor. O quarto do casal, dava igualmente para a sala do Senhor, e os restantes dois eram distribuídos pelos filhos e filhas do casal.
A Sala do Senhor ou de visitas, era considerada como o lugar de honra da casa. Geralmente utilizada nos dias de festa, especialmente na Páscoa, era também a divisão por onde as figuras importantes entravam (entre elas o Médico e o Pároco da freguesia durante a visita pascal).
Outras particularidades da casa evidenciam os usos e costumes de toda a população. Da terra e da agricultura retiravam grande parte do seu sustento. O pátio era ladeado por um celeiro (onde tinha uma caixa para guardar o milho, batatas, feijões), um curral dos porcos, um estábulo, um galinheiro e uma casa de lenha. Nas traseiras na casa existia um quintal com horta, uma eira e um lugar para desfolhagem do milho e algumas árvores, entre as quais, duas figueiras, pereiras e laranjeiras.

A Casa Museu, sendo municipal, está sob gestão do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, através de um protocolo de gestão.

Rua S. Francisco Xavier
Gafanha da Nazaré
(Junto à Igreja Matriz) 

Telefone: 234 329 602 (por marcação)

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